
Tem hora que parece que o corpo vai explodir de tanto sentimento, pensamentos, verdades, pieguices, sonhos, raivas, buzinas. Não faz silêncio dentro de mim. É um barulho rouco, preso pela anatomia que não favorece a acústica.
Não dá pra estar sozinha estando comigo mesma. Eu encho o meu saco o tempo todo. Eu não dou descanso a mim. Eu sou barulhenta, falo alto e não me ouço. E além de tudo ainda quero companhia.
Não dá pra sentir solidão estando envolta a tudo. Caminhar sozinha de mãos dadas com tudo o que há, não é solitário. Longe de mim esta conversa fiada de copo meio cheio, meio vazio. Estamos abarrotados de coisas o tempo todo, eu, você e o copo. É chato estar cercado de tudo quando se deseja o nada. Estar vazio, fino e agudo como o som de um apito. Mas somos normalmente graves, trombones a tocar sem descanso, cheios de razão e conhecimento. Pesados.
Por que eu não vou ver se eu tô na esquina?
Não dá pra estar sozinha estando comigo mesma. Eu encho o meu saco o tempo todo. Eu não dou descanso a mim. Eu sou barulhenta, falo alto e não me ouço. E além de tudo ainda quero companhia.
Não dá pra sentir solidão estando envolta a tudo. Caminhar sozinha de mãos dadas com tudo o que há, não é solitário. Longe de mim esta conversa fiada de copo meio cheio, meio vazio. Estamos abarrotados de coisas o tempo todo, eu, você e o copo. É chato estar cercado de tudo quando se deseja o nada. Estar vazio, fino e agudo como o som de um apito. Mas somos normalmente graves, trombones a tocar sem descanso, cheios de razão e conhecimento. Pesados.
Por que eu não vou ver se eu tô na esquina?
